Uma noite de chuva…
Eu:
Oh ! Evecção que risca o céu noturno,
Quem és tu que nessa noite vem me visitar ?
Fica a me fitar com esse olhar taciturno !
Deixa-me, assombração ! Não quero te falar…
O Vulto da Noite:
Sou o vale da sombra da morte,
E tua vida vim tirar-te !
E não adianta lastimar, que nem Fama, nem Sorte,
De teu cruel destino irão salvar-te !
Eu:
Pois eu rogo às brancas fantasias visionárias,
Por um lugar onde eu possa chorar sem medo !
Tal qual é o céu para as estrelas e o oceano para os peixes !
O Vulto da Noite:
Nunca imaginaste ver-me tão cedo,
E agora vem-me com indagações hilárias !
Agora, peço que teu corpo deixes…
Eu:
Não posso abrir mão do que é meu por natureza.
Vai-te embora ! Deixe-me ! Vê se some !
O Vulto da Noite:
Digo-te que é aí que se encontra a real beleza !
Pois natureza é o meu segundo nome !
Eu:
Não… Eu não quero morrer na chuva…
O Vulto da Noite:
…
(Guilherme Krähenbühl)
