nov
24
2009
3

O Sutil Aroma do Passado

O sutil aroma do passado evoca-me um desejo temerário de subitamente voltar no tempo. Seu gosto ludibria-me a mente, enganando os sentidos. Paraliso por um momento. Extático.

Seu sabor é frio e gostoso, como o de um sorvete sorvido no Verão. Seu almíscar tão único como o de figos no inverno.

Acaricio o passado aveludado, enquanto me pergunto por que Ela não tornou o Tempo infinito quando pôde.

As lembranças mais ternas vêm voando ao meu encontro. Suas asas brancas oscilantes ora encobrem o que quero ver, ora cegam-me fatalmente com imagens sórdidas da mais abjeta promiscuidade.

Oh! Ampulheta cor-de-ouro! Inverta o sentido da Vida e retorne lépida pelo tempo. Quantos segundos feliz vivi? Acho que o Tempo suficiente para que caíssem três grandes grãos de areia dessa colossal Ampulheta da Vida.

Tempo suficiente para me viciar nessa coisa chamada Felicidade. Agora sou dependente dela. Um escravo! Quisera eu nunca haver encontrado a bonança! Do mesmo jeito que encontrei a alegria, descobri o que é a tristeza — a absoluta falta dessa tal Felicidade de outrora.

Ponho-me a suspirar pela areia já derramada, enquanto fito curioso o porvir, tentando registrar cada sensação imprimida em minha alma. Insana e doentia alma dessa juventude moderna.

Written by Gui Krähenbühl in: Crônica |
jun
23
2008
7

Une nuit hallucinante

30 de abril, 2008. (mais…)

Written by MarNovO in: Altamente X, Conto, Crônica |
mai
11
2008
9

Tu seras toujours dans mon cœur…

Às vezes eu simplesmente… Simplesmente não sei por que ou como…

É como se proibíssem o poeta de declamar seu verso, ou a Lua de se tornar cheia no inverno… É como se vivesse sem ao menos respirar ! Ou como se respirasse sem ao menos viver…

De repente me deu uma saudade de ouvir tua voz chamando meu nome …

Joyeux jour des mères !

[Guilherme Krähenbühl~]

Written by Gui Krähenbühl in: Pensamento, Poesia |
mai
08
2008
7

Ao amigo esquecido…

Se tu és esquecido,
então não te lembrarás
dessas ternas palavras…
Porque de mim te esqueceste !

Mas se tu foste esquecido,
digo-te que não receberás
sequer uma dessas palavras…
Porque de ti me esqueci !

Dos amigos atentos,
e daqueles que gostam de recordar
Prometo jamais me esquecer,
se esquecido eu não for !


(Guilherme Krähenbühl)

Written by Gui Krähenbühl in: Photographia, Poesia |
mai
05
2008
2

Lagoa Espelhada

Uma lagoa é um espelho e fim.
É a reflexão de seu meio.
É plana em princípio.
Perturbada facilmente.
Por muita gente diferente.
Volta a ser plana, sempre…
A confiança é um espelho e fim.
É a reflexão de seu meio.
É plana em princípio.
Estilhaça facilmente.
Por pouca gente diferente.
Não volta a ser plana, nunca…

(Marcelo Novaes de Oliveira)

Written by MarNovO in: Poesia |

Copyright 2007-2009 Sinestesicamente Anestésico - Conteúdo criado por Guilherme Di Dio Krahenbuhl e Marcelo Novaes de Oliveira.