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	<title>Sinestesicamente Anestésico &#187; Crônica</title>
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	<description>The Dark Side of the Mind</description>
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		<title>Como uma Árvore</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 03:22:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gui Krähenbühl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Dans un monde devenu désert, nous avions soif de retrouver des camarades.*
— Antoine de Saint-Exupéry
Uma estrela cadente cortava o céu rapidamente, enquanto seus pensamentos despedaçavam em contornos incertos. A luz da Lua refratava nas pesadas gotas de chuva que caíam no asfalto, iluminando todo o ar. Fazia calor.
Ele se aproveitava da ebriedade de todo aquele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><em>Dans un monde devenu désert, nous avions soif de retrouver des camarades.*<br />
</em><em>— Antoine de Saint-Exupéry</em></p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Uma estrela cadente cortava o céu rapidamente, enquanto seus pensamentos despedaçavam em contornos incertos. A luz da Lua refratava nas pesadas gotas de chuva que caíam no asfalto, iluminando todo o ar. Fazia calor.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;"><span id="more-192"></span>Ele se aproveitava da ebriedade de todo aquele licor que havia sorvido durante aquela noite de Verão. Em suma, queria apenas se divertir.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Foi quando saiu pelas ruas, louco dentro de sua própria loucura. Sem rumo ou documento. Levava consigo apenas aquele espírito jovem que fazia de sua alegria algo inerente ao mundo. Um tanto quanto <em>blasé</em>, é verdade. Mas foi assim que o fim de sua noite começou.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Palavras invisíveis mostrariam logo mais como o mundo é deveras ínfimo. O seu era. Não contaria, a partir desse momento, senão com dois ou três amigos, no máximo. Não que isso fosse triste. Mas era perturbador.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Quantos desejos levava consigo no coração — quantas gotas no ar havia! Mas somente uma ideia trazia na cabeça. Precisava conhecer novas pessoas. “É estatística”, pensava. “Quanto mais pessoas se conhece, maiores as chances de se encontrar bons camaradas.”</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">E a vida continuaria, ainda sem se conhecer muito bem os motivos. Gota após gota. Lua após Lua. No final, todo mundo envelheceria. E, por fim, a chuva cessaria.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Os desejos em seu coração um a um sendo realizados estampariam a perfeição em seu caráter. Não teria necessidade senão de respirar. Atingiria, por fim, a perfeição da senilidade. O inverno da vida. Sim, a vida também tem suas estações. Seus cabelos seriam brancos como a neve. Sua pele envernizada como a madeira seca de uma árvore sem folhas.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Entretanto, vivia, ainda, o Verão. Aquela chuva na pele o reconfortava. Fazia-o sentir-se vivo. Gostava daquela sensação. Tentava sentir todas as gotas de uma vez. Contava-as mentalmente. Fechava os olhos e se entregava. Não. A quem estava tentando enganar?</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Deixou cair uma lágrima, que logo se confundiu com a chuva.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Mesmo com todo o céu a sua disposição, sentia-se sozinho. Embora, no fundo, soubesse que tinha dois ou três amigos com quem contar.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Aquelas palavras ecoavam dentro de seu espírito. Magoavam. Não possuía nada, além de seu corpo e de sua alma. Mas não bastava. Num mundo físico, é preciso ter para ser. Sua existência, portanto, estava inda incompleta.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">E foi assim que aquela noite terminou. Nenhuma palavra. Uma ideia. Muitos desejos.</p>
<p style="text-indent: 30px; text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">. </span></p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">
<p>(*) Num mundo que se faz deserto, temos sede de encontrar um amigo.</p>
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		<title>Miragem de Verão</title>
		<link>http://mnovaes.eu/sanestesico/2009/12/miragem-de-verao/</link>
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		<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 19:30:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gui Krähenbühl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[Ilusão]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Miragem]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Se a vida fosse um relógio, eu estaria sob os ponteiros do meio-dia:
— Vivo um sonho sem sombras.
 •
Sempre achamos que já vivemos de tudo. Tem horas que até nos sentimos velhos&#8230; Como se nada de novo fosse jamais acontecer. Leda fantasia. A vida é curta demais para fazermos tudo o que é possível ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right"><em>Se a vida fosse um relógio, eu estaria sob os ponteiros do meio-dia:<br />
— Vivo um sonho sem sombras.</em></p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #ffffff;"> •</span></p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Sempre achamos que já vivemos de tudo. Tem horas que até nos sentimos velhos&#8230; Como se nada de novo fosse jamais acontecer. Leda fantasia. A vida é curta demais para fazermos tudo o que é possível ser feito&#8230; E também pudera não ser! Há quase infinitas possibilidades. Arranjos talvez nunca imaginados de destinos.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Então o tempo passa e nos revela as conseqüências de nossas decisões — de nossos atos.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">O segredo da vida é não lamentar. O tempo não existe. Não agora. Não para mim.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Eu sei que foi utilizada a palavra “agora” e que “agora” remete ao tempo, renegando o que foi dito anteriormente. Mas ainda assim. É que o “agora”, além de agora, é o amanhã, o hoje. Já foi décadas atrás. E será nosso porvir.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">O agora é o tempo todo. E está em todo lugar.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Por isso a existência do tempo é pouco provável. Acordaremos apenas quando abrirmos nossos olhos — e então o tempo voltará a estender-se?</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Daí em diante abriríamos mão de todas as regras e viveríamos simplesmente para viver. Livres! De uma vez por todas e sem retorno. Envelheceríamos bem antes da idade. O que não é de todo ruim.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Depois relembraríamos sob a luz dourada do Sol que liberdade é ilusão. Queremos a liberdade pela liberdade e através de cada circunstância particular. Ora, a nossa liberdade depende da liberdade dos outros, que, por sua vez, depende da nossa.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">A liberdade é o tempo todo. E está em todo lugar.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Por isso a existência de liberdade é pouco provável. Ilusões não existem nem são passíveis de existência — quando acolá de nosso intelecto imaginário, claro. Uma lembrança intensa, por exemplo, de um cheiro da infância, seria ela real? Ou sonhos delirantes com entes queridos já falecidos&#8230; Estariam eles realmente mortos, quando vivos dentro de nós?</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">No fundo, o tempo é isso. Ilusão. Por mais que a noite continue dando lugar ao dia. No fundo, a liberdade é isso. Ilusão. Por mais que todas as estrelas continuem nascendo no Leste. É tudo ilusão.</p>
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		<title>O Sutil Aroma do Passado</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 05:47:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gui Krähenbühl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[O sutil aroma do passado evoca-me um desejo temerário de subitamente voltar no tempo. Seu gosto ludibria-me a mente, enganando os sentidos. Paraliso por um momento. Extático.
Seu sabor é frio e gostoso, como o de um sorvete sorvido no Verão. Seu almíscar tão único como o de figos no inverno.
Acaricio o passado aveludado, enquanto me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">O sutil aroma do passado evoca-me um desejo temerário de subitamente voltar no tempo. Seu gosto ludibria-me a mente, enganando os sentidos. Paraliso por um momento. Extático.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Seu sabor é frio e gostoso, como o de um sorvete sorvido no Verão. Seu almíscar tão único como o de figos no inverno.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Acaricio o passado aveludado, enquanto me pergunto por que Ela não tornou o Tempo infinito quando pôde.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">As lembranças mais ternas vêm voando ao meu encontro. Suas asas brancas oscilantes ora encobrem o que quero ver, ora cegam-me fatalmente com imagens sórdidas da mais abjeta promiscuidade.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Oh! Ampulheta cor-de-ouro! Inverta o sentido da Vida e retorne lépida pelo tempo. Quantos segundos feliz vivi? Acho que o Tempo suficiente para que caíssem três grandes grãos de areia dessa colossal Ampulheta da Vida.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Tempo suficiente para me viciar nessa coisa chamada Felicidade. Agora sou dependente dela. Um escravo! Quisera eu nunca haver encontrado a bonança! Do mesmo jeito que encontrei a alegria, descobri o que é a tristeza — a absoluta falta dessa tal Felicidade de outrora.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Ponho-me a suspirar pela areia já derramada, enquanto fito curioso o porvir, tentando registrar cada sensação imprimida em minha alma. Insana e doentia alma dessa juventude moderna.</p>
<div class="sexy-bookmarks sexy-bookmarks-expand sexy-bookmarks-bg-sexy"><ul class="socials"><li class="sexy-delicious"><a href="http://del.icio.us/post?url=http://mnovaes.eu/sanestesico/2009/11/o-sutil-aroma-do-passado/&amp;title=O+Sutil+Aroma+do+Passado" rel="nofollow" class="external" title="Share this on del.icio.us">Share this on del.icio.us</a></li><li class="sexy-digg"><a href="http://digg.com/submit?phase=2&amp;url=http://mnovaes.eu/sanestesico/2009/11/o-sutil-aroma-do-passado/&amp;title=O+Sutil+Aroma+do+Passado" rel="nofollow" class="external" title="Digg this!">Digg this!</a></li><li class="sexy-yahoobuzz"><a href="http://buzz.yahoo.com/submit/?submitUrl=http://mnovaes.eu/sanestesico/2009/11/o-sutil-aroma-do-passado/&amp;submitHeadline=O+Sutil+Aroma+do+Passado&amp;submitSummary=O%20sutil%20aroma%20do%20passado%20evoca-me%20um%20desejo%20temer%C3%A1rio%20de%20subitamente%20voltar%20no%20tempo.%20Seu%20gosto%20ludibria-me%20a%20mente%2C%20enganando%20os%20sentidos.%20Paraliso%20por%20um%20momento.%20Ext%C3%A1tico.%0D%0ASeu%20sabor%20%C3%A9%20frio%20e%20gostoso%2C%20como%20o%20de%20um%20sorvete%20sorvido%20no%20Ver%C3%A3o.%20Seu%20alm%C3%ADscar%20t%C3%A3o%20%C3%BAnico%20como%20o%20de%20figos%20no%20inverno.&amp;submitCategory=entertainment&amp;submitAssetType=image" rel="nofollow" class="external" title="Buzz up!">Buzz up!</a></li><li class="sexy-stumbleupon"><a href="http://www.stumbleupon.com/submit?url=http://mnovaes.eu/sanestesico/2009/11/o-sutil-aroma-do-passado/&amp;title=O+Sutil+Aroma+do+Passado" rel="nofollow" class="external" title="Stumble upon something good? Share it on StumbleUpon">Stumble upon something good? Share it on StumbleUpon</a></li><li class="sexy-facebook"><a href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://mnovaes.eu/sanestesico/2009/11/o-sutil-aroma-do-passado/&amp;t=O+Sutil+Aroma+do+Passado" rel="nofollow" class="external" title="Share this on Facebook">Share this on Facebook</a></li><li class="sexy-twitter"><a href="http://twitter.com/home?status=O+Sutil+Aroma+do+Passado+-+http://tr.im/FDyR+(via+@SAnestesico)" rel="nofollow" class="external" title="Tweet This!">Tweet This!</a></li><li class="sexy-google"><a href="http://www.google.com/bookmarks/mark?op=add&amp;bkmk=http://mnovaes.eu/sanestesico/2009/11/o-sutil-aroma-do-passado/&amp;title=O+Sutil+Aroma+do+Passado" rel="nofollow" class="external" title="Add this to Google Bookmarks">Add this to Google Bookmarks</a></li></ul><div style="clear:both;"></div></div>]]></content:encoded>
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		<title>Une nuit hallucinante</title>
		<link>http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/06/une-nuit-hallucinante/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 07:14:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MarNovO</dc:creator>
				<category><![CDATA[Altamente X]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sanestesico.wordpress.com/?p=125</guid>
		<description><![CDATA[30 de abril, 2008.
•
Eric Clapton. A noite se inicia, para ele. Not for Eric, but for him. I shall make this clear from the beginning.
•
He knew he wouldn’t leave the apartment. Sabia. Não por falta de dinheiro ou oportunidade porém, ou mesmo por falta de companhia: seus amigos o haviam convidado para os mais diversos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>30 de abril, 2008.<span id="more-125"></span></p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">Eric Clapton. A noite se inicia, para ele. Not for Eric, but for him. I shall make this clear from the beginning.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">He knew he wouldn’t leave the apartment. Sabia. Não por falta de dinheiro ou oportunidade porém, ou mesmo por falta de companhia: seus amigos o haviam convidado para os mais diversos tipos de entretenimento noturno imagináveis. Suas “amigas”, que em maioria estavam mais para affairs semi-fixos também lançaram diferentes iscas, tentadoras como quem as lançou. Não. Sabia que hoje estava por si só, o que definitivamente não era pouco. “Today is a day to hang out with myself”, he thought while smiling. Hanging out with yourself might be cumbersome, and it is certainly something defying.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">He went down on his way to the fridge in order to get a beer, he deserved after all. Duas. Não eram Heinekens, observou. Tarde demais. Ah! Sim, havia um maço já começado de Camel, um presente. Cigarros como estes são raridades hoje em dia, e portanto devem ser bem aproveitados para algo maior do que transformar uma boca num suporte de bitucas como de praxe. A cerveja estava gelada como a noite. Minto. A noite estava mais gelada que a cerveja, e pensou em ir a um pub da região para tomar uma cerveja melhor numa temperatura mais apropriada. Mas havia gente lá. Ain’t stand a chance.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">He was in a white room, though no black curtains could be seen, mostly because they didn’t exist, one could suppose. Fechou sua porta, devidamente selada em seguida. Um impulso bizarro na tarde desse dia o havia feito comprar uma luz negra para colocar em seu quarto, numa passagem ocasional por uma loja de construções. Nada mais lógico que instalá-la para teste: oportunidade melhor que no quarto iluminado apenas por um monitor de computador (e algumas luzes piscantes e intermitentes, comuns aos sistemas eletrônicos de cada componente da vida contemporânea) não haveria. É, ficou bom. Bom não. Ok, não esperava muito, os 15 reais investidos na lâmpada talvez até tivessem valido a pena. But his former projections over the outcome were kinda more ambitious.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">B.B. King came in into the room. Automaticamente apaga seu cigarro, inconscientemente, num sinal de respeito, quem sabe? King e Eric certamente já se conhecem, e ele apenas observa esse encontro, sem saber qual a atitude mais adequada para a ocasião. Resolveu deixá-los tocar (they’ll play the blues for him), e eles o fizeram com grande vigor (não se sabe ainda como outros quartos não presenciaram indiretamente o show, visto que o volume das caixas de som era substancialmente acima do usual &#8211; na verdade, talvez eles tenham) e certa ousadia. Mas sabia-se o que estava por vir, e as paredes brancas, agora num tom azul fosforescente avivado pela luz negra já anunciavam: it’s blue like the blues. Blue, blues, deep blue, deep blues. Ah! Quando se deu conta King havia já sido substituído por sir Robert Johnson, numa transição sem emendas. As paredes respondiam prontamente aos estímulos musicais, e o bulbo roxo saturado agora pulsava. Weird, was that damn think working as it was supposed to?</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">Now he did understand indeed. Herbie já aquecia seu piano ao fundo, embora não pudesse ser claramente ouvido até que o as paredes anunciavam: o Blues estava evoluindo harmonicamente no Jazz, juntamente com o palco e sua iluminação. Os componentes de certo modo eletrônicos contidos na melodia de Hancock justificavam a acuidade tecnológica do espetáculo. Ele estava maravilhado e sorria, sorriso bobo e malicioso, agora restando apenas um pouco de cerveja para supri-lo. Supri-lo de quê? O homem-melancia era do mais puro e natural que uma sede auditiva já pudesse pedir. E percebeu não estar mais na antiga cidade natal, pois as paredes cintilantes o lembravam claramente: estava ilhado. “Damn it, why am I here anyway”, he now wondered.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">Herbie answered his question in a swift manner: by calling in Davis, who was just a few Miles ahead. Nunca o som foi tão roxo e amarelo, isso por mais que o amarelo se mostrasse completamente ausente, a não ser no refletivo trompete. O azul ainda aparecia vez ou outra, para lembrá-lo: I do exist still. Ele ficou parado, e agora decidiu: preciso me deitar um pouco. Foi esperto, porque no momento todos tinham idéia certeira do que estava por vir, e não seria nada cuidadoso chegar lá despreparado. Nem mesmo sabendo estar numa ilha isolada e selada. Bitches Brew…</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">The stage was then just beside him, never so close. Repleto de figuras pouco bem formadas, cada uma delas explodindo uma musicalidade comedida frente à Davis, o grande maestro of the great maelstrom. O bem-estar da melodia era sempre distorcido ao prazer da banda, tornando-o incessantemente incômodo. Se revirava em meio ao palco, tentando se concentrar num foco, mas logo era atingido por alguma nota errante que o obrigava a mudar de posição. Precisava mudar de estratégia, pensou. Mas ele tinha certeza de que deveria sustentar-se por durante o decorrer da performance, a um custo qualquer que fosse. Lembrou-se, não se entende ao certo o porquê, de métodos evasivos aprendidos no mundo de entretenimento digital. Desviar e acertar linhas multicoloridas não era tão diferente de o fazer em meio à partituras, mis e fás, e sempre foi bom nisso. Defensivo no início, no momento certo de lapso da guarda sonora, deu início ao contra-ataque fulminante. Miles instantly foresaw the imminent defeat coming all his way.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">But he managed to surpass the situation in an intelligent, and why not, elegant, form. Ele então se depara com Coltrane tocando-lhe um ode à doce vitória, a convite de Davis, alcançada pela combinada perspicácia  e estratégia competitivas dele. Nada como finalmente, prazerosamente sentir de corpo e alma as estrelas do triunfo, que tornaram o ambiente todo azul novamente. Mas dessa vez, um azul leve e de grande claridez. Como holofotes estelares, projeções diretas das luzes do firmamento no branco da cama dele. Relaxou, de fato. O binário do estresse anterior e da tranqüilidade conquistada parecia fazer sentido nos traços ainda presentes de tecnologia. Mas essa tranqüilidade tinha um quê de interrogativa, e o fez perceber algo curioso: seu corpo estava enegrecido. At first from the music absorption, followed closely by the absence of reflection caused by the black light lamp bulb.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">Noticeably uncomfortable about it, he decided to put on appropriate clothes. Pegou uma vestimenta cinza-clara, generosamente estofada. Agora refletia completamente toda a luminosidade saturada e azul, e se sentia leve e livre mesmo dentro da caixa selada e inviolável na qual se encontrava. Caixa essa que visivelmente havia decolado a um certo tempo da ilha na qual anteriormente se encontrava. A luz não mentia: o pó estelar o trazia cada momento mais próximo do fim da atmosfera, agora já em órbita. Sentia-se aliviado, pois a vestimenta aeroespacial era precisamente do que precisaria para suportar a viagem que se punha a seguir. He felt that, at last, he was intended to go out there for a reason he possibly knew previously.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">It was getting hotter from the inside and the outside. Não estava certo se a nova vestimenta era a causadora do aumento súbito e preocupante da temperatura, mas deu-a o benefício da dúvida. A fortuna porém, parecia novamente estar ao lado dele, visto que a jornada se tornava mais clara e o objetivo tomava certa forma. A aparição das estrelas, a luz amarela convivendo em meio ao azul do firmamento e ao roxo da sensiblidade musical, os contratempos a serem vencidos, a preparação para a atual jornada rumo ao espaço: tudo intencional, indicando algo. Não demorou a ligar os fatos, e notou que convergiam, de modo incrivelmente específico. Finally, he realized: he had to set the controls of the heart of the Sun.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">He knew this was no simple mission, and yet he felt for the first time fully capable and able to achieve whatever he ever dreamed of or was assigned to. Inicialmente, tudo parecia ter dado certo. Porém o passar inconstante dos momentos, que agora não mais se dividiam em métrica racional ou lógica, não permitia a existência de dúvidas além: as mudanças feitas na estrela maior haviam destruído o encadeamento temporal, quiçá permanentemente. E isso logo se fez presente mesmo nas formas mais simples do cotidiano, como os animais, as coisas. O modo como os astronautas o olhavam, intercalado por pequenos comentários via rádio-comunicação, denunciava o que ele já imaginava. Pior, ele previu (não se sabe ao certo se tarde demais, ou cedo demais… como se marcar tempo num relógio desregulado, anyway?) a distorção não só do físico. Havia deformações nos conceitos abstratos, anteriormente arbitrários. A solução era então se utilizar de alguma parte chave do problema. And this key was far more near than he could have thought of.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">Looking aside, he then noticed a little yellow glow, a little radioactive it would seem. Pelo histórico de eventos, que não mais fazia sentido algum, nem mais tinha dimensões exatas, acreditou que pudesse se tratar do sol. Numa análise mais cuidadosa, percebeu um ser de corpo dourado, metalizado. Porém, havia uma humanidade tão grande nesse ser que logo viu numa proeminente e volumosa barba, e nos cabelos grisalhos do autônomo. A voz, sintetizada eletricamente, refletia a experiência por ele passada, acompanhada por um peculiar tapa-olho feito em couro. Não houve conversação concreta e direta, porque a situação existente (se é que fosse possível de se dizer existência no caso) moldava tortamente seus rumos por dentro de laboratórios, arenas de transmissão de ondas via satélite. Ficou acordado que ele seguiria os perigosos procedimentos de maneira que o autônomo continuaria sua jornada anterior inalterada após o desenrolar dos fatos. From now on, all that is known is that it seemed to have worked fine, loose and sharp, without hiccups.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">The ubiquitous human existence that came from inside that robot made it blossom inside him thoughts. Many thoughts. A então luz azul proveniente das próximas estrelas começava a abrandar, pois havia se deixado solo lunar para trás há algum tempo (felizmente, o tempo), mas ainda assim as paredes caminhavam numa mescla de humanidade, arte, e eletrônica de estridentes teorias e cordas. Ele se dá conta, de que está de volta, e Chick Corea está desempenhando uma de suas obras frente ao palco vazio. Vazio exceto por um ponto que inicialmente inexistia, mas que a vibração do universo de maneira polarizada criou pouco a pouco. But just a moment before tresspassing the portal, he remembered something.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">It wasn’t out of the blue. The music clearly said remember, remind. Era Duke Ellington, dando os últimos tons azuis ante o portão luminoso. Ele, parado, atônito e saudoso, respira os últimos momentos vividos até então. A carga emocional e psicológica é massiva, e sente que seguir o caminho alternative, proposto pela nova melodia, o levaria para um caminho certamente não agradável, pois findava no sofrimento. Porém, cansado de sua jornada, segue em direção ao grande portal de luz alva que se põe a sua frente, e mostrando algo que ele não via desde o ínicio: letras, dezenas, centenas delas. Alguns números, também. Sentia então que poderia organizar, talvez, os acontecimentos utilizando-se dos novos instrumentos adquiridos. But before it would happen, he realized that beyond that white portal, there was someone.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">And this time, it wasn’t some random entity. It was a female. Viu-se forçado a responder as insistentes mensagens ao regressar, e percebeu que ficou extenso tempo ausente. Ele era necessário também aqui, e com urgência. Se recompôs do jeito que melhor pôde. Partiu rumo a um local onde pudesse suprir suas demandas físicas. Lembrou-se da existência de fome e sedes humanas, coisas não sentidas nunca antes, pareciam. Tinham formatos e intensidades muito bem definidos, calculáveis até existisse formulário para tal. Existia também o frio. Vestiu-se de acordo, sobrepondo sua jaqueta de couro ao conjunto. A claridade agora não mais o atraía, mas sim causava repulsa. Óculos escuros foram colocados frentes aos dilatados olhos. Mente e corpo tentavam finalmente coexistir num mesmo espaço, ora com, ora sem, sucesso. Anyway, he continued walking by, tracking the place pertaining to the girl who brought back part of himself, though ain’t sure of which one.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">Then, everything seemed to end, or actually, start. Sabe-se lá se mente ou corpo tomaram lugar, mas ele estava lá, factualmente. Conseguiu se expressar com normalidade notável, de modo que pouco ou nenhum traço do que havia se passado era aparente, fora obviamente o desgaste físico-emocional. Mas o calor humano e real presente nesse momento era indescritível. Os gemidos, o calor, e a pele transpiravam sexualidade num patamar poucas vezes já atingido. A intensidade de cada aspecto era multiplicada por um arbitrário e tornava a experiência diferente, muito diferente. A convergência dos fatores físicos, psicológicos e emocionais culminou em algo que nem mesmo ele obteve instrumentação em sua jornada para conseguir explicar. Deixou-a enfim, porém. She had to travel by. They would meet soon, eventually.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">The question that lasts is: how soon will he meet himself, again?</p>
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<div class="sexy-bookmarks sexy-bookmarks-expand sexy-bookmarks-bg-sexy"><ul class="socials"><li class="sexy-delicious"><a href="http://del.icio.us/post?url=http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/06/une-nuit-hallucinante/&amp;title=Une+nuit+hallucinante" rel="nofollow" class="external" title="Share this on del.icio.us">Share this on del.icio.us</a></li><li class="sexy-digg"><a href="http://digg.com/submit?phase=2&amp;url=http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/06/une-nuit-hallucinante/&amp;title=Une+nuit+hallucinante" rel="nofollow" class="external" title="Digg this!">Digg this!</a></li><li class="sexy-yahoobuzz"><a href="http://buzz.yahoo.com/submit/?submitUrl=http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/06/une-nuit-hallucinante/&amp;submitHeadline=Une+nuit+hallucinante&amp;submitSummary=30%20de%20abril%2C%202008.%0A%E2%80%A2%0AEric%20Clapton.%20A%20noite%20se%20inicia%2C%20para%20ele.%20Not%20for%20Eric%2C%20but%20for%20him.%20I%20shall%20make%20this%20clear%20from%20the%20beginning.%0A%E2%80%A2%0AHe%20knew%20he%20wouldn%E2%80%99t%20leave%20the%20apartment.%20Sabia.%20N%C3%A3o%20por%20falta%20de%20dinheiro%20ou%20oportunidade%20por%C3%A9m%2C%20ou%20mesmo%20por%20falta%20de%20companhia%3A%20seus%20amigos%20o%20haviam%20conv&amp;submitCategory=entertainment&amp;submitAssetType=image" rel="nofollow" class="external" title="Buzz up!">Buzz up!</a></li><li class="sexy-stumbleupon"><a href="http://www.stumbleupon.com/submit?url=http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/06/une-nuit-hallucinante/&amp;title=Une+nuit+hallucinante" rel="nofollow" class="external" title="Stumble upon something good? Share it on StumbleUpon">Stumble upon something good? Share it on StumbleUpon</a></li><li class="sexy-facebook"><a href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/06/une-nuit-hallucinante/&amp;t=Une+nuit+hallucinante" rel="nofollow" class="external" title="Share this on Facebook">Share this on Facebook</a></li><li class="sexy-twitter"><a href="http://twitter.com/home?status=Une+nuit+hallucinante+-+http://tr.im/BB38+(via+@SAnestesico)" rel="nofollow" class="external" title="Tweet This!">Tweet This!</a></li><li class="sexy-google"><a href="http://www.google.com/bookmarks/mark?op=add&amp;bkmk=http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/06/une-nuit-hallucinante/&amp;title=Une+nuit+hallucinante" rel="nofollow" class="external" title="Add this to Google Bookmarks">Add this to Google Bookmarks</a></li></ul><div style="clear:both;"></div></div>]]></content:encoded>
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		<title>Alpha Scorpii</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Apr 2008 06:44:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gui Krähenbühl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Deve ser o inverno. Não sei. Ou melhor, as constelações de inverno. É tudo culpa de Antares. A estrela das minhas paixões pungentes. Que lacera meu coração a cada inverno que passa. Que me ilude mais e mais a cada noite que se transforma em dia.

No entanto, ela me mostra algo de sublime e delicado. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Deve ser o inverno. Não sei. Ou melhor, as constelações de inverno. É tudo culpa de Antares. A estrela das minhas paixões pungentes. Que lacera meu coração a cada inverno que passa. Que me ilude mais e mais a cada noite que se transforma em dia.</p>
<p><span id="more-95"></span></p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">No entanto, ela me mostra algo de sublime e delicado. Ela me faz entender que o amor não pode vir sem saudades. E que não posso sentir amor, sem antes a dor.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">É tudo um ciclo. Outono, Inverno, Primavera, e Verão. Amor, saudades, risos e amizade. De repente eu estou aqui. De novo.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Estranho seria se eu não me apaixonasse nesse inverno. É como se isso já fizesse parte do meu cronograma anual. Mas, estranho mesmo, seria se eu não sentisse saudades nesse inverno…</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">É com tinta negra, agora, que escrevo sobre o futuro. Sobre as coisas da vida e da morte. Pois é com amor que o inseto se aproxima da luz. E é com esse mesmo amor que a luz o esmaga! A vida continua — para a luz, claro.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Ela pulsará infinitamente seu brilho ligeiramente mortal… Como uma estrela.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">São tantas as pessoas que se encaixam no exerto acima que eu perco a conta. Na verdade mesmo, seria apenas contar quantos invernos eu vivi. Somar ao número de primaveras e outonos e dividir pelo quadrado de verões.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Nada como uma vida dois por dois. Perfeitamente calculada. Pronta para se abrir, montar e ser, enfim, vivida. Nada como uma vida de possibilidades finitas. Desculpa, eu menti. Tenho mentido durante todo esse tempo…</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Minha vida tem possibilidades infinitas! E nada é tão perfeitamente calculado nela. Não desejo viver outra coisa senão esta vida. Não desejo senão viver todos os invernos que tiver direito. Não desejo senão me apaixonar e sentir saudades em cada um deles. Tudo isso para dizer que só gostaria de lembrar-me da sensação de ser amado no inverno.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Pois a verdade seja dita: não há melhor coisa!</p>
<div class="sexy-bookmarks sexy-bookmarks-expand sexy-bookmarks-bg-sexy"><ul class="socials"><li class="sexy-delicious"><a href="http://del.icio.us/post?url=http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/04/alpha-scorpii/&amp;title=Alpha+Scorpii" rel="nofollow" class="external" title="Share this on del.icio.us">Share this on del.icio.us</a></li><li class="sexy-digg"><a href="http://digg.com/submit?phase=2&amp;url=http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/04/alpha-scorpii/&amp;title=Alpha+Scorpii" rel="nofollow" class="external" title="Digg this!">Digg this!</a></li><li class="sexy-yahoobuzz"><a href="http://buzz.yahoo.com/submit/?submitUrl=http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/04/alpha-scorpii/&amp;submitHeadline=Alpha+Scorpii&amp;submitSummary=Deve%20ser%20o%20inverno.%20N%C3%A3o%20sei.%20Ou%20melhor%2C%20as%20constela%C3%A7%C3%B5es%20de%20inverno.%20%C3%89%20tudo%20culpa%20de%20Antares.%20A%20estrela%20das%20minhas%20paix%C3%B5es%20pungentes.%20Que%20lacera%20meu%20cora%C3%A7%C3%A3o%20a%20cada%20inverno%20que%20passa.%20Que%20me%20ilude%20mais%20e%20mais%20a%20cada%20noite%20que%20se%20transforma%20em%20dia.%0A%0A%0ANo%20entanto%2C%20ela%20me%20mostra%20algo%20de%20sublime%20e%20d&amp;submitCategory=entertainment&amp;submitAssetType=image" rel="nofollow" class="external" title="Buzz up!">Buzz up!</a></li><li class="sexy-stumbleupon"><a href="http://www.stumbleupon.com/submit?url=http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/04/alpha-scorpii/&amp;title=Alpha+Scorpii" rel="nofollow" class="external" title="Stumble upon something good? Share it on StumbleUpon">Stumble upon something good? Share it on StumbleUpon</a></li><li class="sexy-facebook"><a href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/04/alpha-scorpii/&amp;t=Alpha+Scorpii" rel="nofollow" class="external" title="Share this on Facebook">Share this on Facebook</a></li><li class="sexy-twitter"><a href="http://twitter.com/home?status=Alpha+Scorpii+-+http://tr.im/BB3c+(via+@SAnestesico)" rel="nofollow" class="external" title="Tweet This!">Tweet This!</a></li><li class="sexy-google"><a href="http://www.google.com/bookmarks/mark?op=add&amp;bkmk=http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/04/alpha-scorpii/&amp;title=Alpha+Scorpii" rel="nofollow" class="external" title="Add this to Google Bookmarks">Add this to Google Bookmarks</a></li></ul><div style="clear:both;"></div></div>]]></content:encoded>
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		<title>Start Wars — A Ameaça Fantasma</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2008 06:21:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MarNovO</dc:creator>
				<category><![CDATA[Altamente X]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Bom, já faz um certo tempo, isso é verdade. Mas algumas poucas semanas atrás, o grande impasse sul-americano criado pela invasão Colombiana em território Equatoriano foi notícia corrente em jornais de toda a América do Sul (nem deram muita bola no resto do mundo, por que será?).
Vocês riem… Mas isso daí foi sério. Numa reunião [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Bom, já faz um certo tempo, isso é verdade. Mas algumas poucas semanas atrás, o grande impasse sul-americano criado pela invasão Colombiana em território Equatoriano foi notícia corrente em jornais de toda a América do Sul (nem deram muita bola no resto do mundo, por que será?).</p>
<p style="text-align:justify;">Vocês riem… Mas isso daí foi sério. Numa reunião que houve pouco tempo depois, organizada pela OEA (Organização dos Estados Americanos), na qual estiveram presentes Lula, Morales, Chávez, Kirchner e Uribe, concluiu-se que a guerra seria mesmo inevitável… Foi então que:</p>
<p style="text-align:justify;">Abriram o tabuleiro de War. Embaralharam as cartas (o Lula começou embaralhando, mas vocês nem imaginam a falta que um dedo faz numa hora dessas), distribuíram então os territórios… Deu um pouco de problema, claro. Foi decidido então que os países com petróleo ficariam com o Chávez, os com gás natural ficariam para Morales, e os com cocaína pro Uribe. Kirchner ficou apenas com a Argentina, pois só mesmo um argentino pra agüentar outro. Lula uma hora dessas já estava meio bêbado, confundindo o tabuleiro com uma toalha manchada e ficou quieto. Ficou com o Brasil, afinal foi o que ninguém queria mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">Preparativos prontos, hora de começar, e foi aí que a coisa toda pegou de vez. Todo mundo queria os pinos vermelhos! E… bem, vocês imaginam no que dá esse pessoal insuportável brigando, me senti quase no SintUSP.</p>
<p style="text-align:justify;">Aí todos voltaram tristes pra casa, e o Lula foi assistir ao jogu du Curintia na granja do Torto, que não tem esse nome à toa.</p>
<p style="text-align:center;">FIM (eu disse FIM, não FMI, porra)</p>
<div class="sexy-bookmarks sexy-bookmarks-expand sexy-bookmarks-bg-sexy"><ul class="socials"><li class="sexy-delicious"><a href="http://del.icio.us/post?url=http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/04/start-wars-%e2%80%94-a-ameaca-fantasma/&amp;title=Start+Wars+%E2%80%94+A+Amea%C3%A7a+Fantasma" rel="nofollow" class="external" title="Share this on del.icio.us">Share this on del.icio.us</a></li><li class="sexy-digg"><a href="http://digg.com/submit?phase=2&amp;url=http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/04/start-wars-%e2%80%94-a-ameaca-fantasma/&amp;title=Start+Wars+%E2%80%94+A+Amea%C3%A7a+Fantasma" rel="nofollow" class="external" title="Digg this!">Digg this!</a></li><li class="sexy-yahoobuzz"><a href="http://buzz.yahoo.com/submit/?submitUrl=http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/04/start-wars-%e2%80%94-a-ameaca-fantasma/&amp;submitHeadline=Start+Wars+%E2%80%94+A+Amea%C3%A7a+Fantasma&amp;submitSummary=Bom%2C%20j%C3%A1%20faz%20um%20certo%20tempo%2C%20isso%20%C3%A9%20verdade.%20Mas%20algumas%20poucas%20semanas%20atr%C3%A1s%2C%20o%20grande%20impasse%20sul-americano%20criado%20pela%20invas%C3%A3o%20Colombiana%20em%20territ%C3%B3rio%20Equatoriano%20foi%20not%C3%ADcia%20corrente%20em%20jornais%20de%20toda%20a%20Am%C3%A9rica%20do%20Sul%20%28nem%20deram%20muita%20bola%20no%20resto%20do%20mundo%2C%20por%20que%20ser%C3%A1%3F%29.%0AVoc%C3%AAs%20riem%E2&amp;submitCategory=entertainment&amp;submitAssetType=image" rel="nofollow" class="external" title="Buzz up!">Buzz up!</a></li><li class="sexy-stumbleupon"><a href="http://www.stumbleupon.com/submit?url=http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/04/start-wars-%e2%80%94-a-ameaca-fantasma/&amp;title=Start+Wars+%E2%80%94+A+Amea%C3%A7a+Fantasma" rel="nofollow" class="external" title="Stumble upon something good? Share it on StumbleUpon">Stumble upon something good? Share it on StumbleUpon</a></li><li class="sexy-facebook"><a href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/04/start-wars-%e2%80%94-a-ameaca-fantasma/&amp;t=Start+Wars+%E2%80%94+A+Amea%C3%A7a+Fantasma" rel="nofollow" class="external" title="Share this on Facebook">Share this on Facebook</a></li><li class="sexy-twitter"><a href="http://twitter.com/home?status=Start+Wars+%E2%80%94+A+Amea%C3%A7a+Fantasma+-+http://tr.im/BB3f+(via+@SAnestesico)" rel="nofollow" class="external" title="Tweet This!">Tweet This!</a></li><li class="sexy-google"><a href="http://www.google.com/bookmarks/mark?op=add&amp;bkmk=http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/04/start-wars-%e2%80%94-a-ameaca-fantasma/&amp;title=Start+Wars+%E2%80%94+A+Amea%C3%A7a+Fantasma" rel="nofollow" class="external" title="Add this to Google Bookmarks">Add this to Google Bookmarks</a></li></ul><div style="clear:both;"></div></div>]]></content:encoded>
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		<title>O Fim de uma Era</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Mar 2008 06:16:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MarNovO</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Photographia]]></category>

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		<description><![CDATA[
“Imagine o planeta terra sendo um metrô e sua rota os trilhos… Ambos tem estações.” &#8211; Stephen Hawking
Ok, na verdade só o fim do Verão.
E por motivos de viagem à Bombinhas &#8211; SC &#8211; Brazil, estou inapto a postar algo mais comprido e/ou interessante (sim, LAN-Houses são caras). Mas, todavia, entretanto, contudo, vocês podem apreciar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://mnovaes.eu/sanestesico/wp-content/uploads/2009/10/Post-14-O-Fim-de-uma-Era....jpg"><img class="aligncenter" title="O Fim de uma Era" src="http://mnovaes.eu/sanestesico/wp-content/uploads/2009/10/Post-14-O-Fim-de-uma-Era....jpg" alt="" width="363" height="492" /></a></p>
<p style="text-align: right;">“<em>Imagine o planeta terra sendo um metrô e sua rota os trilhos… Ambos tem estações.</em>” &#8211; Stephen Hawking</p>
<p>Ok, na verdade só o fim do Verão.</p>
<p style="text-align:justify;">E por motivos de viagem à Bombinhas &#8211; SC &#8211; Brazil, estou inapto a postar algo mais comprido e/ou interessante (sim, LAN-Houses são caras). Mas, todavia, entretanto, contudo, vocês podem apreciar o novo tema de Outono, considerado um dos 100 temas mais sexys do mundo pela revista People. Assim que retornar à grandiosa metrópole (e considerando-se a quantidade de hermanos por aqui, poderia até dizer que me refiro a Espanha), esperem por algo bem interessante… Mais interessante ATÉ que a Super, e que os paredões do Big Brother. UAU.</p>
<p>Cheers.</p>
<p>[Editado - Agora com foto]</p>
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		<title>Ausência</title>
		<link>http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/02/ausencia/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Feb 2008 05:31:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MarNovO</dc:creator>
				<category><![CDATA[Altamente X]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sanestesico.wordpress.com/?p=70</guid>
		<description><![CDATA[Não me sinto bem.
Não me sinto mal, também.
Não me sinto. Simplesmente não sinto…
Estou vazio. Pior: sou vazio.
Não mais… Sou?

Um amigo há pouco me disse: “Eu, em seu lugar, certamente escreveria uma crônica desse tipo…”. Interessante. Como pode ser possível estar no lugar de algo ou alguém que não mais é nem existe, nesse exato momento?
Quem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não me sinto bem.<br />
Não me sinto mal, também.<br />
Não me sinto. Simplesmente não sinto…<br />
Estou vazio. Pior: sou vazio.<br />
Não mais… Sou?</p>
<p><span id="more-70"></span><br />
Um amigo há pouco me disse: “Eu, em seu lugar, certamente escreveria uma crônica desse tipo…”. Interessante. Como pode ser possível estar no lugar de algo ou alguém que não mais é nem existe, nesse exato momento?</p>
<p>Quem lhes escreve não é nada nem ninguém. Hoje, “eu” não sou e não pergunte o porquê, pois não há a quem perguntar. Já é bem difícil de se escrever quando não há sentimento nem conteúdo algum. Se isso vier a lhe acontecer um dia, saberá. Agora, é quase impossível quando se tem o fato de não haver também alguém para escrevê-lo. Não há como explicar o que se passa. Se disser que nada ou ninguém lhes escreve, ainda assim, há nada, há ninguém. Mas na verdade não há sujeito, nem há tempo. Não há ação ou objeto.</p>
<p>Uma pressão que dificulta a respiração. Mas não uma pressão vinda de fora, e sim um vazio por dentro que puxa para si tudo o que há em sua volta: aliás, não há mais como se dizer dentro ou fora, ademais, não há respiração. Se havia ou houve invólucro para tal vazio, foi há muito tempo, embora também medir o tempo seja algo completamente arbitrário nesse caso específico, no qual não há limites de início ou fim, pois não há nada dentre estes. Quando o vácuo se vai, o que toma seu lugar? Na realidade seria mais fácil de se escrever em Inglês. “To be” é bem mais adequado para atemporalidades sem limites como esta, visto que “ser” ou “estar” trás uma carga definidora implícita. Teria sido talvez mais fácil redigir em outra língua? Talvez…</p>
<p>Saudades, dor, tristeza, mágoa, raiva, ódio, por favor! Felicidade ou esperança seriam luxos pretensiosos em demasia, os quais nem se ousa cogitar, claro. É um pedido totalmente desesperado. Poder querer, para poder sentir, para finalmente poder ser novamente… “poder poder”.</p>
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		<title>Quando a Noite Vem</title>
		<link>http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/01/quando-a-noite-vem/</link>
		<comments>http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/01/quando-a-noite-vem/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Jan 2008 05:29:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gui Krähenbühl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sanestesico.wordpress.com/?p=68</guid>
		<description><![CDATA[E o simbolismo refloresce em meu semblante. O mundo parece-me, então, menos complicado. A Terra gira e ponto. O amor existe, como qualquer outra coisa existe.
Ou não… Ou tudo está exatamente como estava. O Universo me ilude e, por um segundo, esqueço-me onde estou.
Um mundo sem… horizontes?
Agora o mundo de fato gira. O meu mundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E o simbolismo refloresce em meu semblante. O mundo parece-me, então, menos complicado. A Terra gira e ponto. O amor existe, como qualquer outra coisa existe.</p>
<p>Ou não… Ou tudo está exatamente como estava. O Universo me ilude e, por um segundo, esqueço-me onde estou.</p>
<p>Um mundo sem… horizontes?</p>
<p><span id="more-68"></span>Agora o mundo de fato gira. O meu mundo gira.</p>
<p>Quando a vertigem atinge o limite… Um sentimento estranho me toma de repente. E é como se eu quisesse desaparecer. Simplesmente sumir.</p>
<p>Eu quero?</p>
<p>Ah! E o mundo complica-se novamente…</p>
<p>Fujo. Como o Sol foge do leste. Mas num vórtice de esperança ainda fico.</p>
<p>Uma única estrela no céu e um turbilhão de idéias na minha cabeça.</p>
<p>Isso tudo sufoca-me.</p>
<p>Sufoca-me numa vasta ilusão de que o mundo existe. Que este papel e essa caneta são reais.</p>
<p>Que o amor que tinge de vermelho meu coração é puro, e puro sendo, existe.</p>
<p>A noite colhe minhas idéias, uma a uma, e tece um longo e delicado poema rimado. Mas a Lua vem e o desfaz em versos…</p>
<p>Lua, proteja-me da dor e da morte. Proteja-me também do amor.</p>
<p>Eu quero o que uma estrela quer: quero tornar-me eterno, pois. Quero saber o que é de perto esse azul de que falam.</p>
<p>Quero saber o que é a solidão; e por que a temem…</p>
<p>É estranho pensar que as estrelas sempre estarão lá, mesmo que tu não as vejas… Elas estarão lá, girando ao teu redor, fitando-te. Mesmo após… bom, mesmo após tua morte. Nossa morte…</p>
<p>Olho novamente para o céu, desejando-o compulsivamente para mim. O que há de especial nele? Estrelas. Das mais variadas cores e dos diversos tipos e tamanhos.</p>
<p>Ilusão? Talvez.</p>
<p>O significado dessas últimas linhas vai além do incompreensível. Torno-me um pouco egoísta. Quem não é?</p>
<p style="text-align:right;">
[Guilherme Krähenbühl~]</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O Mundo em uma Bolha de Sabão</title>
		<link>http://mnovaes.eu/sanestesico/2007/11/o-mundo-em-uma-bolha-de-sabao/</link>
		<comments>http://mnovaes.eu/sanestesico/2007/11/o-mundo-em-uma-bolha-de-sabao/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Nov 2007 06:42:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gui Krähenbühl</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sanestesico.wordpress.com/?p=16</guid>
		<description><![CDATA[Piracicaba, em 28 de setembro de 2007.


Era um dia em branco. Um dia de possibilidades infinitas. A tarde pareceu passar quase que instantaneamente, com poucas voltas lépidas dos ponteiros do relógio, que não parava de trabalhar.
Como se ainda não tivesse se dado conta, ele bradou num tom perplexo:
— Olhai, já é noite.
As pessoas riram e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-indent:17px;text-align:justify;">Piracicaba, em 28 de setembro de 2007.</p>
<p style="text-indent:17px;text-align:justify;">
<p style="text-indent:17px;text-align:justify;">
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Era um dia em <a href="../2007/11/18/o-mundo-em-uma-bolha-de-sabao/"></a>branco. Um dia de possibilidades infinitas. A tarde pareceu passar quase que instantaneamente, com poucas voltas lépidas dos ponteiros do relógio, que não parava de trabalhar.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Como se ainda não tivesse se dado conta, ele bradou num tom perplexo:</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">— Olhai, já é noite.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">As pessoas riram e se calaram; como se fosse fácil entender quando e por que o dia se transforma em noite.</p>
<p><span id="more-16"></span></p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Prosseguiram a viagem pela noite. Uma viagem que, naquele instante, parecia não ter volta. As estrelas estavam encobertas pelas nuvens, aparentemente negras, mal se podia ver as árvores ao redor, que, embora verdejantes, sombrias se revelavam em meio a toda aquela escuridão.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Assim foi por duas horas. Até chegarem ao fabuloso destino da terra da fantasia. Onde beberam e conversaram alegremente ao som de músicas já esquecidas. Todos sorriam e todos estavam felizes.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Após algum tempo indeterminado, as pessoas começaram a bailar. Dançavam em largas passadas, girando ao ritmo inebriante da música que retumbava e fazia o chão vibrar. Tudo começava lentamente a fazer sentido. A vida ia ficando colorida, tal como realmente é.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Podia-se ver o mundo no reflexo de uma bolha de sabão. Todas as ilusões se misturavam em sensações nunca antes experimentadas. E a certeza de existir desaparecia gradualmente, na medida em que os pensamentos se confundiam com os sentimentos.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">O significado da vida estava completo, enfim. E nada que alguém pudesse dizer mudaria aquilo. Queria prender aquele segundo fugaz, e pensou: “Haja o que houver, isso é a felicidade”.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Podia sentir o gosto do calor das pessoas. Podia sentir na pele as cores que mudavam com a música. Habitou, por um momento, as linhas de uma partitura, seu humor variava com as notas musicais, e estas, por sua vez, com as cores.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Era uma impressão mais extraordinária que a outra. E isso era tudo de que precisava. Surgia, assim, uma inexplicável ausência de tristeza, a qual não o deixava nem mais nem menos feliz.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">O mundo estava perfeito — e numa bolha de sabão. Quando ele finalmente alcançou o mundo, este se desfez em pequenas gotas multicoloridas. A partir desse instante, pôde perceber quão efêmeras são as coisas. Que o tempo não podia voltar, ou parar, ou nem ao menos passar mais lentamente.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Mas isso não era de todo ruim. Porque ainda poderia se lembrar dos momentos vividos, das eternidades de recordações. Lembranças que seriam tão eternas quanto durasse o tempo. E isso não tinha preço. Por isso ele vivia&#8230; Pelas lembranças&#8230;</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Vagava contente pelo mundo que acabara de criar, e que substituía o mundo anterior. Este novo mundo era uma nova bolha de sabão, ainda mais brilhante. Refratava a luz com destreza e possuía um perfume familiar, como o das rosas colhidas pela manhã.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Em seu mundo, um simples olhar era sentimento. Um gesto era capaz de representar todo o seu estado de espírito. E sem nenhuma palavra sequer, todos se entendiam. No final das contas era um mundo mágico. Um mundo de possibilidades&#8230;</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Foi aí que ele olhou diretamente para os olhos de um amigo, e pôde sentir o infinito de sua alma, que pulsava inquieta; subitamente quis compartilhar sua alegria, que era deveras contagiante. Assim o fez: seu amigo, então, embarcou também nessa fantástica expedição pelo desconhecido. Viveram por uma noite inteira num mundo à parte. Apenas deles. Não havia regras. Não havia leis. Estavam livres, de uma vez por todas e sem retorno. Livres.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Um mundo dentro de outro mundo. Uma bolha dentro de outra bolha. E, no centro de tudo, a realidade estava a brilhar e a hipnotizá-los com suas cores. A percepção apurada deles vertia o universo em imagens, e as imagens em sinestesias. Para cada imagem, uma fotografia que jamais poderia existir —, pois não há no mundo cores suficientes para se retratar a realidade&#8230;</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Quando se deram por si, os raios solares já haviam desvendado uma manhã primorosa e quente de primavera, e a música acabara. O ar caprichosamente ia se tornando leve e fresco, e enchia seus pulmões.</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">Puderam sentar-se à sombra de um novo mundo e relembrar os momentos vividos, as eternidades de recordações&#8230;</p>
<p style="text-indent:30px;text-align:justify;">
<p style="text-align:right;">[Guilherme Krähenbühl~]</p>
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		<title>Origem da marca Nextel</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Nov 2007 04:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MarNovO</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Era uma dia frio, sério.
Aviso-lhes que esta postagem é deveras idiota. Mas convido você, leitor idiota, a acompanhar o raciocínio de um escritor ainda mais idiota, num de seus devaneios aleatórios&#8230;
O rapaz conversa com um amigo no MSN, tranqüilamente. Dia chuvoso, ideal para o tipo de chitchat que rolava. Eis que, de súbito&#8230; sim, sim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Era uma dia frio, sério.</p>
<p style="text-align:justify;">Aviso-lhes que esta postagem é deveras idiota. Mas convido você, leitor idiota, a acompanhar o raciocínio de um escritor ainda mais idiota, num de seus devaneios aleatórios&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">O rapaz conversa com um amigo no MSN, tranqüilamente. Dia chuvoso, ideal para o tipo de chitchat que rolava. Eis que, de súbito&#8230; sim, sim, é isso mesmo que vocês estão pensando (e não duvide, pois por mais que eu lhe enrole agora, eu ocasionalmente contarei a verdade e pararei de fazer o post parecer maior do que seria, há).</p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-13"></span>O celular vibra. Mas não vibra positivamente. Não é uma vibração de gol de futebol. Não a &#8220;vibe&#8221; desse pessoal por aí. Era uma vibração ruim. Quase uma interferência destrutiva. Ele olha, esperando ser chamado para sair por algum amigo. Ledo engano. Lê-se claramente &#8220;Calling: Morte&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Ok, na verdade não. Mas poderia ser quase isso&#8230; era sua Ex namorada, &#8220;the former girlfriend&#8221;. Ele, fingindo manter a calma, diz a seu amigo no MSN as exatas palavras: &#8220;ex no tel&#8221;. Estremece. Sabe bem que Dalí salvação não vem.</p>
<p style="text-align:justify;">Atende. Em alguns momentos, esboça desligar o telefone. Agüenta firme. Dez minutos, e contando. Vinte minutos agora de conversação, e ele procura uma gravata para se enforcar. Estúpido, não usa gravata&#8230; Deveria começar a trabalhar. Desliga, respira. Cem toneladas pressionando seu peito, pareciam. Volta ao MSN.</p>
<p style="text-align:justify;">Lê uma mensagem mandada há mais de vinte minutos atrás: &#8220;ex no tel&#8221;. &#8220;no tel ex&#8221;. &#8220;nextel&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Isso! O telefone ideal pra se falar com uma ex: interrompe-se a conversa a qualquer instante, não há contas, pode-se falar por décadas sem custo adicional&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Disse eu que contaria a origem da marca Nextel? Talvez. Para você, leitor, eu posso me passar por grande mentiroso. E não ligo, pois por várias vezes mentirei, sou despudorado. Mas, para mim, foi então que finalmente entendi de onde saem os tão famosos nomes de marcas, aparentemente estúpidos, perdidos em seus incríveis contextos.</p>
<p style="text-align:justify;">Um abraço. Ou dois. Até.</p>
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