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	<title>Sinestesicamente Anestésico &#187; Altamente X</title>
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	<description>The Dark Side of the Mind</description>
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		<title>Feliz Natal</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 04:08:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MarNovO</dc:creator>
				<category><![CDATA[Altamente X]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Resolução para 2010: postar regularmente no SAnestésico.
Juro.
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<p>Juro.</p>
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		<title>Une nuit hallucinante</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 07:14:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MarNovO</dc:creator>
				<category><![CDATA[Altamente X]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[30 de abril, 2008.
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Eric Clapton. A noite se inicia, para ele. Not for Eric, but for him. I shall make this clear from the beginning.
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He knew he wouldn’t leave the apartment. Sabia. Não por falta de dinheiro ou oportunidade porém, ou mesmo por falta de companhia: seus amigos o haviam convidado para os mais diversos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>30 de abril, 2008.<span id="more-125"></span></p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">Eric Clapton. A noite se inicia, para ele. Not for Eric, but for him. I shall make this clear from the beginning.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">He knew he wouldn’t leave the apartment. Sabia. Não por falta de dinheiro ou oportunidade porém, ou mesmo por falta de companhia: seus amigos o haviam convidado para os mais diversos tipos de entretenimento noturno imagináveis. Suas “amigas”, que em maioria estavam mais para affairs semi-fixos também lançaram diferentes iscas, tentadoras como quem as lançou. Não. Sabia que hoje estava por si só, o que definitivamente não era pouco. “Today is a day to hang out with myself”, he thought while smiling. Hanging out with yourself might be cumbersome, and it is certainly something defying.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">He went down on his way to the fridge in order to get a beer, he deserved after all. Duas. Não eram Heinekens, observou. Tarde demais. Ah! Sim, havia um maço já começado de Camel, um presente. Cigarros como estes são raridades hoje em dia, e portanto devem ser bem aproveitados para algo maior do que transformar uma boca num suporte de bitucas como de praxe. A cerveja estava gelada como a noite. Minto. A noite estava mais gelada que a cerveja, e pensou em ir a um pub da região para tomar uma cerveja melhor numa temperatura mais apropriada. Mas havia gente lá. Ain’t stand a chance.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">He was in a white room, though no black curtains could be seen, mostly because they didn’t exist, one could suppose. Fechou sua porta, devidamente selada em seguida. Um impulso bizarro na tarde desse dia o havia feito comprar uma luz negra para colocar em seu quarto, numa passagem ocasional por uma loja de construções. Nada mais lógico que instalá-la para teste: oportunidade melhor que no quarto iluminado apenas por um monitor de computador (e algumas luzes piscantes e intermitentes, comuns aos sistemas eletrônicos de cada componente da vida contemporânea) não haveria. É, ficou bom. Bom não. Ok, não esperava muito, os 15 reais investidos na lâmpada talvez até tivessem valido a pena. But his former projections over the outcome were kinda more ambitious.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">B.B. King came in into the room. Automaticamente apaga seu cigarro, inconscientemente, num sinal de respeito, quem sabe? King e Eric certamente já se conhecem, e ele apenas observa esse encontro, sem saber qual a atitude mais adequada para a ocasião. Resolveu deixá-los tocar (they’ll play the blues for him), e eles o fizeram com grande vigor (não se sabe ainda como outros quartos não presenciaram indiretamente o show, visto que o volume das caixas de som era substancialmente acima do usual &#8211; na verdade, talvez eles tenham) e certa ousadia. Mas sabia-se o que estava por vir, e as paredes brancas, agora num tom azul fosforescente avivado pela luz negra já anunciavam: it’s blue like the blues. Blue, blues, deep blue, deep blues. Ah! Quando se deu conta King havia já sido substituído por sir Robert Johnson, numa transição sem emendas. As paredes respondiam prontamente aos estímulos musicais, e o bulbo roxo saturado agora pulsava. Weird, was that damn think working as it was supposed to?</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">Now he did understand indeed. Herbie já aquecia seu piano ao fundo, embora não pudesse ser claramente ouvido até que o as paredes anunciavam: o Blues estava evoluindo harmonicamente no Jazz, juntamente com o palco e sua iluminação. Os componentes de certo modo eletrônicos contidos na melodia de Hancock justificavam a acuidade tecnológica do espetáculo. Ele estava maravilhado e sorria, sorriso bobo e malicioso, agora restando apenas um pouco de cerveja para supri-lo. Supri-lo de quê? O homem-melancia era do mais puro e natural que uma sede auditiva já pudesse pedir. E percebeu não estar mais na antiga cidade natal, pois as paredes cintilantes o lembravam claramente: estava ilhado. “Damn it, why am I here anyway”, he now wondered.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">Herbie answered his question in a swift manner: by calling in Davis, who was just a few Miles ahead. Nunca o som foi tão roxo e amarelo, isso por mais que o amarelo se mostrasse completamente ausente, a não ser no refletivo trompete. O azul ainda aparecia vez ou outra, para lembrá-lo: I do exist still. Ele ficou parado, e agora decidiu: preciso me deitar um pouco. Foi esperto, porque no momento todos tinham idéia certeira do que estava por vir, e não seria nada cuidadoso chegar lá despreparado. Nem mesmo sabendo estar numa ilha isolada e selada. Bitches Brew…</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">The stage was then just beside him, never so close. Repleto de figuras pouco bem formadas, cada uma delas explodindo uma musicalidade comedida frente à Davis, o grande maestro of the great maelstrom. O bem-estar da melodia era sempre distorcido ao prazer da banda, tornando-o incessantemente incômodo. Se revirava em meio ao palco, tentando se concentrar num foco, mas logo era atingido por alguma nota errante que o obrigava a mudar de posição. Precisava mudar de estratégia, pensou. Mas ele tinha certeza de que deveria sustentar-se por durante o decorrer da performance, a um custo qualquer que fosse. Lembrou-se, não se entende ao certo o porquê, de métodos evasivos aprendidos no mundo de entretenimento digital. Desviar e acertar linhas multicoloridas não era tão diferente de o fazer em meio à partituras, mis e fás, e sempre foi bom nisso. Defensivo no início, no momento certo de lapso da guarda sonora, deu início ao contra-ataque fulminante. Miles instantly foresaw the imminent defeat coming all his way.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">But he managed to surpass the situation in an intelligent, and why not, elegant, form. Ele então se depara com Coltrane tocando-lhe um ode à doce vitória, a convite de Davis, alcançada pela combinada perspicácia  e estratégia competitivas dele. Nada como finalmente, prazerosamente sentir de corpo e alma as estrelas do triunfo, que tornaram o ambiente todo azul novamente. Mas dessa vez, um azul leve e de grande claridez. Como holofotes estelares, projeções diretas das luzes do firmamento no branco da cama dele. Relaxou, de fato. O binário do estresse anterior e da tranqüilidade conquistada parecia fazer sentido nos traços ainda presentes de tecnologia. Mas essa tranqüilidade tinha um quê de interrogativa, e o fez perceber algo curioso: seu corpo estava enegrecido. At first from the music absorption, followed closely by the absence of reflection caused by the black light lamp bulb.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">Noticeably uncomfortable about it, he decided to put on appropriate clothes. Pegou uma vestimenta cinza-clara, generosamente estofada. Agora refletia completamente toda a luminosidade saturada e azul, e se sentia leve e livre mesmo dentro da caixa selada e inviolável na qual se encontrava. Caixa essa que visivelmente havia decolado a um certo tempo da ilha na qual anteriormente se encontrava. A luz não mentia: o pó estelar o trazia cada momento mais próximo do fim da atmosfera, agora já em órbita. Sentia-se aliviado, pois a vestimenta aeroespacial era precisamente do que precisaria para suportar a viagem que se punha a seguir. He felt that, at last, he was intended to go out there for a reason he possibly knew previously.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">It was getting hotter from the inside and the outside. Não estava certo se a nova vestimenta era a causadora do aumento súbito e preocupante da temperatura, mas deu-a o benefício da dúvida. A fortuna porém, parecia novamente estar ao lado dele, visto que a jornada se tornava mais clara e o objetivo tomava certa forma. A aparição das estrelas, a luz amarela convivendo em meio ao azul do firmamento e ao roxo da sensiblidade musical, os contratempos a serem vencidos, a preparação para a atual jornada rumo ao espaço: tudo intencional, indicando algo. Não demorou a ligar os fatos, e notou que convergiam, de modo incrivelmente específico. Finally, he realized: he had to set the controls of the heart of the Sun.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">He knew this was no simple mission, and yet he felt for the first time fully capable and able to achieve whatever he ever dreamed of or was assigned to. Inicialmente, tudo parecia ter dado certo. Porém o passar inconstante dos momentos, que agora não mais se dividiam em métrica racional ou lógica, não permitia a existência de dúvidas além: as mudanças feitas na estrela maior haviam destruído o encadeamento temporal, quiçá permanentemente. E isso logo se fez presente mesmo nas formas mais simples do cotidiano, como os animais, as coisas. O modo como os astronautas o olhavam, intercalado por pequenos comentários via rádio-comunicação, denunciava o que ele já imaginava. Pior, ele previu (não se sabe ao certo se tarde demais, ou cedo demais… como se marcar tempo num relógio desregulado, anyway?) a distorção não só do físico. Havia deformações nos conceitos abstratos, anteriormente arbitrários. A solução era então se utilizar de alguma parte chave do problema. And this key was far more near than he could have thought of.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">Looking aside, he then noticed a little yellow glow, a little radioactive it would seem. Pelo histórico de eventos, que não mais fazia sentido algum, nem mais tinha dimensões exatas, acreditou que pudesse se tratar do sol. Numa análise mais cuidadosa, percebeu um ser de corpo dourado, metalizado. Porém, havia uma humanidade tão grande nesse ser que logo viu numa proeminente e volumosa barba, e nos cabelos grisalhos do autônomo. A voz, sintetizada eletricamente, refletia a experiência por ele passada, acompanhada por um peculiar tapa-olho feito em couro. Não houve conversação concreta e direta, porque a situação existente (se é que fosse possível de se dizer existência no caso) moldava tortamente seus rumos por dentro de laboratórios, arenas de transmissão de ondas via satélite. Ficou acordado que ele seguiria os perigosos procedimentos de maneira que o autônomo continuaria sua jornada anterior inalterada após o desenrolar dos fatos. From now on, all that is known is that it seemed to have worked fine, loose and sharp, without hiccups.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">The ubiquitous human existence that came from inside that robot made it blossom inside him thoughts. Many thoughts. A então luz azul proveniente das próximas estrelas começava a abrandar, pois havia se deixado solo lunar para trás há algum tempo (felizmente, o tempo), mas ainda assim as paredes caminhavam numa mescla de humanidade, arte, e eletrônica de estridentes teorias e cordas. Ele se dá conta, de que está de volta, e Chick Corea está desempenhando uma de suas obras frente ao palco vazio. Vazio exceto por um ponto que inicialmente inexistia, mas que a vibração do universo de maneira polarizada criou pouco a pouco. But just a moment before tresspassing the portal, he remembered something.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">It wasn’t out of the blue. The music clearly said remember, remind. Era Duke Ellington, dando os últimos tons azuis ante o portão luminoso. Ele, parado, atônito e saudoso, respira os últimos momentos vividos até então. A carga emocional e psicológica é massiva, e sente que seguir o caminho alternative, proposto pela nova melodia, o levaria para um caminho certamente não agradável, pois findava no sofrimento. Porém, cansado de sua jornada, segue em direção ao grande portal de luz alva que se põe a sua frente, e mostrando algo que ele não via desde o ínicio: letras, dezenas, centenas delas. Alguns números, também. Sentia então que poderia organizar, talvez, os acontecimentos utilizando-se dos novos instrumentos adquiridos. But before it would happen, he realized that beyond that white portal, there was someone.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">And this time, it wasn’t some random entity. It was a female. Viu-se forçado a responder as insistentes mensagens ao regressar, e percebeu que ficou extenso tempo ausente. Ele era necessário também aqui, e com urgência. Se recompôs do jeito que melhor pôde. Partiu rumo a um local onde pudesse suprir suas demandas físicas. Lembrou-se da existência de fome e sedes humanas, coisas não sentidas nunca antes, pareciam. Tinham formatos e intensidades muito bem definidos, calculáveis até existisse formulário para tal. Existia também o frio. Vestiu-se de acordo, sobrepondo sua jaqueta de couro ao conjunto. A claridade agora não mais o atraía, mas sim causava repulsa. Óculos escuros foram colocados frentes aos dilatados olhos. Mente e corpo tentavam finalmente coexistir num mesmo espaço, ora com, ora sem, sucesso. Anyway, he continued walking by, tracking the place pertaining to the girl who brought back part of himself, though ain’t sure of which one.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">Then, everything seemed to end, or actually, start. Sabe-se lá se mente ou corpo tomaram lugar, mas ele estava lá, factualmente. Conseguiu se expressar com normalidade notável, de modo que pouco ou nenhum traço do que havia se passado era aparente, fora obviamente o desgaste físico-emocional. Mas o calor humano e real presente nesse momento era indescritível. Os gemidos, o calor, e a pele transpiravam sexualidade num patamar poucas vezes já atingido. A intensidade de cada aspecto era multiplicada por um arbitrário e tornava a experiência diferente, muito diferente. A convergência dos fatores físicos, psicológicos e emocionais culminou em algo que nem mesmo ele obteve instrumentação em sua jornada para conseguir explicar. Deixou-a enfim, porém. She had to travel by. They would meet soon, eventually.</p>
<p align="center">•</p>
<p style="text-align:justify;">The question that lasts is: how soon will he meet himself, again?</p>
<p align="center">•</p>
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		<title>Alucinações</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Apr 2008 06:47:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MarNovO</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Pensamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Álcool + Psy + Mente perturbada:

Pré-Tribe.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Álcool + Psy + Mente perturbada:</p>
<p><a href="http://mnovaes.eu/sanestesico/wp-content/uploads/2009/10/Post-20-Alucinações.jpg"><img title="Alucinações" src="http://mnovaes.eu/sanestesico/wp-content/uploads/2009/10/Post-20-Alucinações.jpg" alt="" width="425" height="360" /></a></p>
<p>Pré-Tribe.</p>
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		<title>Start Wars — A Ameaça Fantasma</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2008 06:21:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MarNovO</dc:creator>
				<category><![CDATA[Altamente X]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Bom, já faz um certo tempo, isso é verdade. Mas algumas poucas semanas atrás, o grande impasse sul-americano criado pela invasão Colombiana em território Equatoriano foi notícia corrente em jornais de toda a América do Sul (nem deram muita bola no resto do mundo, por que será?).
Vocês riem… Mas isso daí foi sério. Numa reunião [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Bom, já faz um certo tempo, isso é verdade. Mas algumas poucas semanas atrás, o grande impasse sul-americano criado pela invasão Colombiana em território Equatoriano foi notícia corrente em jornais de toda a América do Sul (nem deram muita bola no resto do mundo, por que será?).</p>
<p style="text-align:justify;">Vocês riem… Mas isso daí foi sério. Numa reunião que houve pouco tempo depois, organizada pela OEA (Organização dos Estados Americanos), na qual estiveram presentes Lula, Morales, Chávez, Kirchner e Uribe, concluiu-se que a guerra seria mesmo inevitável… Foi então que:</p>
<p style="text-align:justify;">Abriram o tabuleiro de War. Embaralharam as cartas (o Lula começou embaralhando, mas vocês nem imaginam a falta que um dedo faz numa hora dessas), distribuíram então os territórios… Deu um pouco de problema, claro. Foi decidido então que os países com petróleo ficariam com o Chávez, os com gás natural ficariam para Morales, e os com cocaína pro Uribe. Kirchner ficou apenas com a Argentina, pois só mesmo um argentino pra agüentar outro. Lula uma hora dessas já estava meio bêbado, confundindo o tabuleiro com uma toalha manchada e ficou quieto. Ficou com o Brasil, afinal foi o que ninguém queria mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">Preparativos prontos, hora de começar, e foi aí que a coisa toda pegou de vez. Todo mundo queria os pinos vermelhos! E… bem, vocês imaginam no que dá esse pessoal insuportável brigando, me senti quase no SintUSP.</p>
<p style="text-align:justify;">Aí todos voltaram tristes pra casa, e o Lula foi assistir ao jogu du Curintia na granja do Torto, que não tem esse nome à toa.</p>
<p style="text-align:center;">FIM (eu disse FIM, não FMI, porra)</p>
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		<item>
		<title>Ausência</title>
		<link>http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/02/ausencia/</link>
		<comments>http://mnovaes.eu/sanestesico/2008/02/ausencia/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 26 Feb 2008 05:31:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MarNovO</dc:creator>
				<category><![CDATA[Altamente X]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sanestesico.wordpress.com/?p=70</guid>
		<description><![CDATA[Não me sinto bem.
Não me sinto mal, também.
Não me sinto. Simplesmente não sinto…
Estou vazio. Pior: sou vazio.
Não mais… Sou?

Um amigo há pouco me disse: “Eu, em seu lugar, certamente escreveria uma crônica desse tipo…”. Interessante. Como pode ser possível estar no lugar de algo ou alguém que não mais é nem existe, nesse exato momento?
Quem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não me sinto bem.<br />
Não me sinto mal, também.<br />
Não me sinto. Simplesmente não sinto…<br />
Estou vazio. Pior: sou vazio.<br />
Não mais… Sou?</p>
<p><span id="more-70"></span><br />
Um amigo há pouco me disse: “Eu, em seu lugar, certamente escreveria uma crônica desse tipo…”. Interessante. Como pode ser possível estar no lugar de algo ou alguém que não mais é nem existe, nesse exato momento?</p>
<p>Quem lhes escreve não é nada nem ninguém. Hoje, “eu” não sou e não pergunte o porquê, pois não há a quem perguntar. Já é bem difícil de se escrever quando não há sentimento nem conteúdo algum. Se isso vier a lhe acontecer um dia, saberá. Agora, é quase impossível quando se tem o fato de não haver também alguém para escrevê-lo. Não há como explicar o que se passa. Se disser que nada ou ninguém lhes escreve, ainda assim, há nada, há ninguém. Mas na verdade não há sujeito, nem há tempo. Não há ação ou objeto.</p>
<p>Uma pressão que dificulta a respiração. Mas não uma pressão vinda de fora, e sim um vazio por dentro que puxa para si tudo o que há em sua volta: aliás, não há mais como se dizer dentro ou fora, ademais, não há respiração. Se havia ou houve invólucro para tal vazio, foi há muito tempo, embora também medir o tempo seja algo completamente arbitrário nesse caso específico, no qual não há limites de início ou fim, pois não há nada dentre estes. Quando o vácuo se vai, o que toma seu lugar? Na realidade seria mais fácil de se escrever em Inglês. “To be” é bem mais adequado para atemporalidades sem limites como esta, visto que “ser” ou “estar” trás uma carga definidora implícita. Teria sido talvez mais fácil redigir em outra língua? Talvez…</p>
<p>Saudades, dor, tristeza, mágoa, raiva, ódio, por favor! Felicidade ou esperança seriam luxos pretensiosos em demasia, os quais nem se ousa cogitar, claro. É um pedido totalmente desesperado. Poder querer, para poder sentir, para finalmente poder ser novamente… “poder poder”.</p>
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		<title>Diálogo I &#8211; Da paixão e do medo</title>
		<link>http://mnovaes.eu/sanestesico/2007/11/dialogo-i-da-paixao-e-do-medo/</link>
		<comments>http://mnovaes.eu/sanestesico/2007/11/dialogo-i-da-paixao-e-do-medo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 10 Nov 2007 06:34:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Baphomet</dc:creator>
				<category><![CDATA[Altamente X]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sanestesico.wordpress.com/?p=8</guid>
		<description><![CDATA[O Diálogo Filosófico I se inicia exatamente às 4:17:36h, de uma madrugada chuvosa de sexta-feira&#8230;
Gui:
— Medo é ruim&#8230;
Marcelo:
— O medo foi o que fez o homem evoluir. Sem medo o homem seria como um animal.
Gui:
— Animal tem medo. O medo é inato ao homem.
Marcelo:
— Animal tem medo sim, mas não serviu a eles como serviu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">O Diálogo Filosófico I se inicia exatamente às 4:17:36h, de uma madrugada chuvosa de sexta-feira&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Medo é ruim&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— O medo foi o que fez o homem evoluir. Sem medo o homem seria como um animal.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Animal tem medo. O medo é inato ao homem.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Animal tem medo sim, mas não serviu a eles como serviu ao homem.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Hm&#8230; Medo é instintivo? Sendo instintivo, natural? Acho que sim&#8230; Medo é natural. Então de acordo com você, o medo ajudou a transformar o homem natural no homem civilizado?</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
<span id="more-8"></span>— Sim. Graças ao medo ele se situou num lugar fixo, fez armas, parou para pensar. Não foi o diferencial total. Isso foi o raciocínio aprimorado. Mas raciocínio não seria de nada útil sem o medo.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Não sei&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— O medo é quem te faz parar. E parando, inevitavelmente você se prepara, pensa, tem uma vantagem sobre seu oponente, seja ele quem ou qual for.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Acho que existem coisas maiores que levaram o homem a fazer armas. Por exemplo, paixão&#8230; Do conceito de Diderot de paixão, que seria fome, desejo de se reproduzir, etc.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Eu acho que isso é mais biológico.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Mais natural que o medo.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— É mais natural, mas não o diferencial da evolução. Sem o medo o homem tentaria comer de tudo e morreria. Tentaria se reproduzir com parceiras X e seria atacado por machos mais fortes.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Embora tenha uma teoria que diz que brigas entre seres humanos selvagens por fêmeas não existe.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Por quê?</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Porque existiam muito mais fêmeas que machos&#8230; Hm&#8230; Sempre os desejos e temores&#8230; temores e desejos.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— E daí&#8230;? Hoje em dia também.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Está bem, mas hoje em dia vivemos em sociedade&#8230; O homem pré-histórico, o que se aproximaria do homem natural, não tem a noção do amor moral&#8230; tudo é apenas amor físico, qualquer mulher lhe convém&#8230; Ele não tem noção de beleza, ele não tem idéias abstratas, senso de proporção&#8230; Idéias fundamentais para o amor moral.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Ok, e no que ele amar ajudou no pulo da evolução?</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— O amar veio com a evolução. Entende? O amor moral é posterior ao homem natural, veio com a sociedade. Ah! E outro argumento também: nas outras espécies nas quais há brigas entre machos, as fêmeas tem cios e/ou períodos de isolamento, na espécie humana isso não ocorre.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Como não?</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Ah, é! Verdade&#8230; As mulheres só trasam na primavera mesmo.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— É nada. Isso é de uns 15 mil anos pra cá. Ou menos. Sexo é algo psicológico desde então. Não é mais puramente biológico.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— O que é de 15 mil anos pra cá, não ter cio? Sim, claro que não é puramente biológico! Estamos numa sociedade agora, tudo é diferente.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Na época. Porque mudanças climáticas afetam isso.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Isso não ocorre na espécie humana!!! Na verdade, o homem começou a brigar com outro homem por uma fêmea só quando surgiu o amor psicológico, o amor moral.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— E por que os outros animais brigam entre si por fêmeas?</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Os outros animais brigam porque em primeiro lugar: geralmente a proporção de fêmeas é menor&#8230;. Segundo: no resto dos animais as fêmeas tem cios, por exemplo, pensa que se as fêmeas transam 2 meses por ano apenas, a proporção &#8220;relativa&#8221; de fêmeas parece 5 vezes menor&#8230; Quando existia o amor físico apenas, qualquer fêmea servia para qualquer homem, e se a proporção de fêmeas era maior, e a disponibilidade delas não tinha limite, não havia o porquê de brigas&#8230; Em outras espécies, acontecia o oposto&#8230;.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Pense comigo&#8230; Macacos têm cio? Nos princípios todos tinhamos períodos de cio, oras. Viemos todos da mesma coisa</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Eles tem períodos de isolamento&#8230; Eu realmente não sei&#8230;. Mas digo, imagine o homem tal como é hoje fisicamente, e passe isso até o primeiro homem, o mais selvagem possível&#8230; Eis o homem do qual estou falando. Esqueça esse &#8220;quase-homem&#8221; de transição&#8230; que seria um animal, não um homem em si&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Hm&#8230; Sua explicação é porque não tem cio então?</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Do homem selvagem do qual eu estou falando, sim, não tem cio e/ou período de isolamento&#8230; E o outro argumento é que a proporção de fêmeas sempre foi maior. Junto ao fato do homem natural não conhecer o amor moral&#8230; claro.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Está bem, e no que isso reforça o fato de que a escolha das fêmeas era devido a fatores psicológicos? Em que o fato de não brigar entre si por não haver cio ajudou em pró disso?</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Não havia escolhas. Hoje em dia, o homem escolhe&#8230;. antes, não tinha por que escolher&#8230; Na verdade, o fato deles não brigarem entre si não ajudou isso&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Conclusão primeira:</p>
<p style="text-align:justify;">Antigamente, quando não existiam sociedades e o homem se encontrava no estado mais natural possível, não havia brigas por fêmeas. O homem não tinha medo de outros machos ao procurar parceira para se reproduzir. Aqui a paixão fica evidente no âmbito de “necessidade de reprodução”. O homem natural estava mais preocupado em se defender de um mal, que causar um mal a outrém.</p>
<p style="text-align:justify;">O diálogo, então, retorna ao tema principal, da paixão, e do medo:</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— O amor seria uma &#8220;preferência&#8221; de um homem por uma mulher X. Ele prefere por &#8220;comparação&#8221;, por senso de &#8220;diferente&#8221;. Coisa que o homem selvagem não tinha&#8230; Senso! Ele estava aparte disso&#8230; e se sentia bem aparte disso.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Assim como os óculos e afins. Sim, mas a biologia é mais forte que a psicologia nisso. Esse é meu ponto. Sinceramente, 90% dos homens no mundo preferiria casar e ter filhos com uma gostosa sem doenças a casar com uma outra mulher. Porém por causa da civilização moral, outra coisa artificial, ele nao pode simplesmente conquistar pela força normalmente.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— O Homem Natural estavam mais preocupado em se defender de um mal a causar um mal a outro.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Medo&#8230;! Meu ponto é que a biologia explica a preferência de alguém por outra pessoa em sua quase totalidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Não&#8230; Não é biológico&#8230; O amor é psicológico&#8230; Paixões são biológicas. Paixão é fome, desejo. O amor vem depois&#8230; é um tipo de paixão mais sofisticada.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Está bem, ou seja, ele não foi o diferencial!</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Não! Já que veio junto com a transição&#8230;. Não é a causa, é o efeito.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Mas lá em cima você dizia que o diferencial não era o medo, era a paixão. Diderot, etc.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Desejos e temores dizem tudo. Os desejos seriam as paixões, e os temores o medo. As paixões elementares reduzem-se a três desejos e um temor: o desejo de nutrição, o de reprodução e o de repouso; e o temor da dor.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— E o que ajudou no &#8220;fator pensar &#8221; foi a paixão ou o medo?</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Os dois!</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Como a fome, paixão, etc&#8230; ajudaram nisso?</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Busca por comida, leva a armas! Plantar a própria comida, leva a ferramentas, metalurgia, etc&#8230; Propriedade!</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Armas não é paixão. Armas é medo.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Armas para caçar. Arco e flecha, vara de pescar. É facilitar. É suprir necessidade, de tempo e demanda.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Isso é tudo medo. Não vê? O que faz ele criar armas não é querer comer, é ter medo de enfrentar o bicho mano a mano. Arma tem muito mais a ver com medo do que com paixão&#8230; Suprir necessidade ele pode suprir matando roedores, bichos bestas por ai.<br />
Agora por que ele tem propriedade? Por que ele precisa da metalurgia? Medo.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Justamente isso. Metalurgia levou à propriedade, o maoir e definitivo passo da transição Homem Natural para o Homem Civil &#8230;. agora, foi pelo medo mesmo?</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Você está considerando paixão como suprir necessidades biológicas. Então se é medo por que você diz acima que é paixão?</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Não&#8230; Como já disse tem as duas causas. Não é somente uma, ou outra. O que ajudou no &#8220;fator pensar &#8221; foi a paixão e o medo.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Não é somente isso, mas é o fato majoritário. Até porque em ambos os casos nos apoiamos no fato cérebro. Quero dizer que paixão foi algo abstolutamente minimo nesse caso.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Paixão é qualquer tipo de desejo. Se eles não tivessem desejos, não teriam armas.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Mas isso não foi o diferencial para a evolução. Armas são meios mais efetivos. Animais também têm fome, etc. Alguém &#8220;apaixonado&#8221; perde capacidade racional, não ganha e estou falando num sentido amplo. Alguém com medo ganha em raciocínio, tende a ser cuidadoso. Estamos falando no fator que mais influenciou e ajudou a capacidade cognitiva do homem a se desenvolver&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Animais também têm medo. O homem sempre procura o bem-estar.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Sim, mas quem proporciona melhorias na busca deste não é ele mesmo, é o medo. Medo de ter que entrar, lutar, pegar o peixe, se afogar.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Quero dizer outra coisa. Por exemplo, medo de morrer&#8230; O selvagem não tinha porque não conhecia a morte, não sabia o que era.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Sim, mas é para ilustrar como uma vara de pescar é um efeito do medo. Sim, e paixão e suas necessidades fizeram com que sobrevivesse para contar sua história&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Medo da dor pode ser considerado paixão, porque seria a busca por uma posição agradável, de repouso, bem-estar. Nessa sua concepção de medo abrange todas as paixões possíveis, de certa forma. Ou seja, paixões e medos estão fundidos em um só.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Não concordo. Medo é receio de ser desagradável.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Medo é receio de ser desagradável, paixão é busca pelo agradável&#8230;. Basta inverter tudo&#8230; E pronto, é a mesma coisa.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Mas paixão não é busca pelo agradável&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Eu não vejo como uma vara de pescar pode ser produto do medo e não da paixão.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Não da paixão a qual você se refere.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Nutrição! Fome é uma paixão. É um desejo.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— A paixão pela pesca de hoje em dia teria mais a ver, por exemplo. Mas não é sobre isso que discutimos, é sobre qual mais influenciou junto à inteligencia.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— A inteligência já estava presente no homem. E não em outros animais. São pré-definições para que possamos ter um diálogo.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Sim, sim, sim&#8230; Mas não é sobre isso que discutimos. A inteligência é algo óbvio. Estamos discutindo o que ajudou mais a desenvolvê-la.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— A evolução do homem é devido a ela. Eu defendo que as duas coisas — paixão e medo — ajudaram. Eu não defendo um fator majoritario.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Eu defendo que o medo foi o fator majoritário. Então, mas eu acho que o fator não puramente biológico que ajudou a desenvolver a inteligência foi esse principalmente, o medo. Porque o medo que pensamos hoje em dia é o terror.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Outra coisa que diferencia o homem dos animais é a liberdade de querer e não querer&#8230; Desejar&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Mas eu considero o medo como a aflição, o incômodo, é isso que faz o ser humano a pensar no que seria mais efetivo.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Acho que tem todo um progresso contínuo. Depois vem a curiosidade também. Muito importante.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Sim, mas a curiosidade é despertada pela paixão e contida pelo medo, ela é conseqüencia. Mas isso é posterior. Estamos falando do que antecede tudo.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Sim. Que para mim é: nutrição, medo da dor, repouso (bem-estar), e reprodução. Ou seja, paixão.E medo. Ah, sim, como eu disse, a curiosidade vem depois.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— O que quero dizer é: um animal com 90% paixao 10% medo morre fácil, fácil. O contrário dura muito mais. E hoje em dia isso se reflete perfeitamente.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Mas paixão é medo da dor também&#8230; Quero dizer, a de Diderot&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Por que é medo da dor? É paixão pela vida?</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Vida, morte&#8230;. Ele não sabia o que era&#8230; Pensa que o Homem Natural não morava em sociedade com outros homens. Mas ele sabia o que era dor, como todo animal, e temia sentir dor.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Sim, sim. Ele sabe que quando ele se corta é ruim e dói. E ele prefere não sentir isso, o que poderia ser uma certa paixão pelo bem estar, que nada mais é que a fuga do incômodo, da aflição.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Aí que medo e paixão se fundem. Busca pelo bem-estar, repouso&#8230; Na minha cabeça as idéias estão claras e distintas. Isso que está faltando. As idéias claras distintas de paixão e medo.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Mas no início e no fim, você tem o medo. O medo é a origem e o fim da coisa. Pois ele será cuidadoso quando for andar, por exemplo. Para manter o bem-estar e para evitar a aflição. Pensemos hoje em dia nos estados primitivos da coisa. Você acha que o cara usar tarrafas e choques elétricos para pegar peixes tem mais a ver com paixão ou medo?<br />
Medo gera efetividade, paixão não.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Depende&#8230; Se paixão for vontade de comer&#8230; Antes o homem vai pescar quando ele está sozinho, sem sociedade, no estado natural, no início de tudo. O próximo passo é a concorrência&#8230; Homens disputando por comida, mas logo essa fase passa, porque o homem com sua inteligência percebe que é melhor eles se unirem para conseguirem seus propósitos comuns.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Está bem, ele vai pescar, se corta, dá trabalho, ele sua, ele demora. Aflige-se. O cara não pega um bicho grande com arco e flecha porque ele é apaixonapo por comida, mas porque dá menos trabalho que pegar 10 coelhos.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Quando eles começam a morar em choças, surge a primeira forma de sociedade&#8230;. É mais fácil construir uma cabana para si que desocupar uma outra&#8230;. Assim surge o amor moral (conjugal, paternal, etc) Dai surge uma demanda maior — necessitando de métodos mais eficazes para se obter comida —, que antes não existia, porque antes o homem era só, não tinha família, sociedade.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— E concorrência é medo de ficar sem, medo de extinção. É mais facil construir uma cabana para si que desocupar uma outra denota afliçao, medo. Não é paixão pelo lugar que ele está. É a afliçao de ter que mudar constantemente. O medo gera a sociedade. E não a paixão. Medo gera a efetividade. Esse é meu ponto. Paixão é essencial à sobrevivência no sentido de necessidades biológicas. Mas paixão não é necessária à evolução. O medo é. O medo é a aflição, o incômodo. É ele que faz alguém ver uma mesa quadrada que é ruim para sentar e fazer algo rendondo e confortável. É ele que faz o homem viver junto com outro pra facilitar a vida e assim ter tempo pra evoluir.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— É busca pelo bem-estar: paixão. É repouso.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— E tendo esse medo ele evita a situação, depois disso surge a paixão por esse bem-estar. Começando do zero, ele sente medo antes dessa paixão.<br />
Um bebê só se alimenta porque o medo dos pais de ele morrer desnutrido existe.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Mas e a vontade do bebê em se alimentar? E a paixão dos pais pela reprodução?</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Mas eu digo que a paixão pelo bem-estar é diferente de medo.<br />
Um implica no outro.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Eu quero dizer que estão fundidos.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Reprodução você estava a usar como o cio e copula.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Não&#8230; Estava junto com nutrição, repouso e medo da dor, junto com paixão, de uma forma geral.</p>
<p style="text-align:justify;">Marcelo:<br />
— Mesmo assim, ele ajuda a sobreviver, não evoluir. Essa é a chave. Sobreviver os animais sobrevivem ate hoje. Diderot garante a vida com seu conceito, mas não garante a evolução, o descontento com a coisa, a aflição, o incômodo.<br />
Bom, acho que podemos concluir que para evolução em auxílio ao fator cognitivo humano, o rapaz que mais ajudou foi o sr. Medo.</p>
<p style="text-align:justify;">Gui:<br />
— Na sua concepção de medo, receio que devo concordar, embora haja uma intersecção com a minha concepção de paixão.</p>
<p style="text-align:justify;">Conclusão última:</p>
<p style="text-align:justify;">Paixão e medo são conceitos chaves para o entendimento da evolução do ser humano — do seu estado natural para seu estado civil, tal como o conhecemos hoje. O medo e a paixão são princípios inatos ao homem. As idéias de medo e paixão não são idéias claras e distintas, dessa forma, tudo indica que há uma correlação entre paixão e medo. O medo da dor é uma paixão, por exemplo. A paixão pela vida da cria, pela reprodução, denota o medo dos progenitores em perder seus filhotes. Dessa forma, fica claro expor que a evolução do homem tem como princípios básicos o medo e a paixão, e que estes princípios não podem pura e simplesmente serem separados. O que difere o homem de outros animais é a sua inteligência, que aliada a sua engenhosidade e às paixões e, por sua vez, aos medos, fez com que o homem pudesse enfim evoluir.</p>
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