nov
24
2009

O Sutil Aroma do Passado

O sutil aroma do passado evoca-me um desejo temerário de subitamente voltar no tempo. Seu gosto ludibria-me a mente, enganando os sentidos. Paraliso por um momento. Extático.

Seu sabor é frio e gostoso, como o de um sorvete sorvido no Verão. Seu almíscar tão único como o de figos no inverno.

Acaricio o passado aveludado, enquanto me pergunto por que Ela não tornou o Tempo infinito quando pôde.

As lembranças mais ternas vêm voando ao meu encontro. Suas asas brancas oscilantes ora encobrem o que quero ver, ora cegam-me fatalmente com imagens sórdidas da mais abjeta promiscuidade.

Oh! Ampulheta cor-de-ouro! Inverta o sentido da Vida e retorne lépida pelo tempo. Quantos segundos feliz vivi? Acho que o Tempo suficiente para que caíssem três grandes grãos de areia dessa colossal Ampulheta da Vida.

Tempo suficiente para me viciar nessa coisa chamada Felicidade. Agora sou dependente dela. Um escravo! Quisera eu nunca haver encontrado a bonança! Do mesmo jeito que encontrei a alegria, descobri o que é a tristeza — a absoluta falta dessa tal Felicidade de outrora.

Ponho-me a suspirar pela areia já derramada, enquanto fito curioso o porvir, tentando registrar cada sensação imprimida em minha alma. Insana e doentia alma dessa juventude moderna.

Written by Gui Krähenbühl in: Crônica |

3 Comentários »

  • alexNo Gravatar

    ué voltou? nem sabia… não recebi spam nennhum…

    Responder

    MarNovONo Gravatar Reply:

    @alex, enquanto isso, espalhe pra galera o site.

    Relaxa, registro seu e-mail no marketing da Kalunga e da Dell, você nunca mais reclamará da falta de spam..!

    Responder

    Comentário | 26 de novembro de 2009
  • MarNovONo Gravatar

    p.s.: ODEIO FIGOS.

    Responder

    Comentário | 30 de novembro de 2009

RSS feed for comments on this post. TrackBack URL

Deixe um comentário

Copyright 2007-2009 Sinestesicamente Anestésico - Conteúdo criado por Guilherme Di Dio Krahenbuhl e Marcelo Novaes de Oliveira.