jan
21
2008

Quando a Noite Vem

E o simbolismo refloresce em meu semblante. O mundo parece-me, então, menos complicado. A Terra gira e ponto. O amor existe, como qualquer outra coisa existe.

Ou não… Ou tudo está exatamente como estava. O Universo me ilude e, por um segundo, esqueço-me onde estou.

Um mundo sem… horizontes?

Agora o mundo de fato gira. O meu mundo gira.

Quando a vertigem atinge o limite… Um sentimento estranho me toma de repente. E é como se eu quisesse desaparecer. Simplesmente sumir.

Eu quero?

Ah! E o mundo complica-se novamente…

Fujo. Como o Sol foge do leste. Mas num vórtice de esperança ainda fico.

Uma única estrela no céu e um turbilhão de idéias na minha cabeça.

Isso tudo sufoca-me.

Sufoca-me numa vasta ilusão de que o mundo existe. Que este papel e essa caneta são reais.

Que o amor que tinge de vermelho meu coração é puro, e puro sendo, existe.

A noite colhe minhas idéias, uma a uma, e tece um longo e delicado poema rimado. Mas a Lua vem e o desfaz em versos…

Lua, proteja-me da dor e da morte. Proteja-me também do amor.

Eu quero o que uma estrela quer: quero tornar-me eterno, pois. Quero saber o que é de perto esse azul de que falam.

Quero saber o que é a solidão; e por que a temem…

É estranho pensar que as estrelas sempre estarão lá, mesmo que tu não as vejas… Elas estarão lá, girando ao teu redor, fitando-te. Mesmo após… bom, mesmo após tua morte. Nossa morte…

Olho novamente para o céu, desejando-o compulsivamente para mim. O que há de especial nele? Estrelas. Das mais variadas cores e dos diversos tipos e tamanhos.

Ilusão? Talvez.

O significado dessas últimas linhas vai além do incompreensível. Torno-me um pouco egoísta. Quem não é?

[Guilherme Krähenbühl~]

Written by Gui Krähenbühl in: Crônica, Pensamento |

4 Comentários »

  • HayNo Gravatar

    a primeira
    há!

    Responder

    Comentário | 21 de janeiro de 2008
  • alexandreeeeeeeNo Gravatar

    solidão é um buraco negro no seu centro gravitacional

    Responder

    Comentário | 22 de janeiro de 2008
  • MNovaexNo Gravatar

    Logo mais colocarei um comentário decente. Prometo.

    Responder

    Comentário | 25 de janeiro de 2008
  • AlessandroNo Gravatar

    O céu é o limite para um poeta?

    As estrelas são o seu limite?

    Pense grande. Pense universificamente!

    Vá além da dor e da solidão.

    Pense macro.

    Responder

    Comentário | 15 de fevereiro de 2008

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