Quando a Noite Vem
E o simbolismo refloresce em meu semblante. O mundo parece-me, então, menos complicado. A Terra gira e ponto. O amor existe, como qualquer outra coisa existe.
Ou não… Ou tudo está exatamente como estava. O Universo me ilude e, por um segundo, esqueço-me onde estou.
Um mundo sem… horizontes?
Agora o mundo de fato gira. O meu mundo gira.
Quando a vertigem atinge o limite… Um sentimento estranho me toma de repente. E é como se eu quisesse desaparecer. Simplesmente sumir.
Eu quero?
Ah! E o mundo complica-se novamente…
Fujo. Como o Sol foge do leste. Mas num vórtice de esperança ainda fico.
Uma única estrela no céu e um turbilhão de idéias na minha cabeça.
Isso tudo sufoca-me.
Sufoca-me numa vasta ilusão de que o mundo existe. Que este papel e essa caneta são reais.
Que o amor que tinge de vermelho meu coração é puro, e puro sendo, existe.
A noite colhe minhas idéias, uma a uma, e tece um longo e delicado poema rimado. Mas a Lua vem e o desfaz em versos…
Lua, proteja-me da dor e da morte. Proteja-me também do amor.
Eu quero o que uma estrela quer: quero tornar-me eterno, pois. Quero saber o que é de perto esse azul de que falam.
Quero saber o que é a solidão; e por que a temem…
É estranho pensar que as estrelas sempre estarão lá, mesmo que tu não as vejas… Elas estarão lá, girando ao teu redor, fitando-te. Mesmo após… bom, mesmo após tua morte. Nossa morte…
Olho novamente para o céu, desejando-o compulsivamente para mim. O que há de especial nele? Estrelas. Das mais variadas cores e dos diversos tipos e tamanhos.
Ilusão? Talvez.
O significado dessas últimas linhas vai além do incompreensível. Torno-me um pouco egoísta. Quem não é?
[Guilherme Krähenbühl~]
4 Comentários »
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a primeira
há!
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solidão é um buraco negro no seu centro gravitacional
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Logo mais colocarei um comentário decente. Prometo.
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O céu é o limite para um poeta?
As estrelas são o seu limite?
Pense grande. Pense universificamente!
Vá além da dor e da solidão.
Pense macro.
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